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01/02/2015 Gaúchos ampliam "internet" das mercadorias

O governo do Rio Grande do Sul iniciou em dezembro de 2014 a segunda fase piloto do Sistema de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, que vai monitorar 1,7 mil caminhões de oito transportadoras através de um chip de radiofrequência. O que mudará? Os veículos poderão passar pelos pórticos virtuais dos seis Postos Fiscais gaúchos sem a necessidade de parar. Conhecido como Brasil-ID, o projeto traz benefícios para os três setores envolvidos: as empresas transportadoras, por oferecer maior agilidade, diminuição de custos e segurança aumentada graças ao monitoramento; o governo estadual, por garantir maior controle de tributos; e o governo federal, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que terá sua atuação facilitada.


O sistema permite o rastreamento automático de cargas e documentos fiscais eletrônicos de veículos por meio de um aparelho de radiofrequência, ou seja, os caminhões vão circular com chips de Identificação por Radiofrequência (RFID, na sigla em inglês), os mesmos utilizados pelas empresas de pedágio, chamado "Sem Parar", que serão lidos por antenas fixadas nos postos fiscais. Desse modo, o motorista não precisa mais estacionar o caminhão e ir até o guichê para a realização do registro de passagem nas notas fiscais, uma vez os chips levam informações do chamado Manifesto Eletrônico de Documentos (MDF-e) com todas as notas fiscais eletrônicas (NF-e) referentes aos produtos que estão naquele veículo.


Logo após a emissão dos MDF-e pela empresa transportadora, a Receita Estadual realiza uma análise de risco da operação, verificando todos os destinatários e se certificando previamente sobre a idoneidade dos produtos. Quem apresentar documentação correta é enquadrado em baixo risco de sonegação e tem passagem facilitada. Além disso, o Brasil-ID trará vantagens como redução dos custos dos produtos e do transporte, diminuição de furto e roubo de cargas, garantia de procedência e autenticidade dos produtos e combate à falsificação e ao contrabando.


O sistema de RFID é composto de uma antena ligada a um leitor, que faz a comunicação com os chips (transponders) instalados na mercadoria e transfere essa informação para um sistema de TI. Nos sistemas mais avançados, os transponders utilizam o próprio sinal da antena do leitor para se energizar, processando e respondendo com emissões de RF (rádio frequência) codificadas e seguras de volta para a antena / leitor.  Assim, a antena transmite a informação, emitindo o sinal do circuito integrado para transmitir suas informações para o leitor, que, por sua vez, converte as ondas de rádio do RFID para informações digitais. Agora, depois de convertidas, elas poderão ser lidas e compreendidas por um computador para então ter seus dados analisados por um sistema de TI.


Fonte: Época Negócios